Sobre o programa

Missão:

Ajudar o maior número possível de pessoas a parar de fumar, contribuindo assim para que cada ex-fumante adquira a consciência de que a vida é muito melhor sem o cigarro e que possa usar seu livre arbítrio com ética, sabedoria e responsabilidade.

Visão:

Tornar-se um centro de referência, capaz de ajudar cada vez mais fumantes a largarem definitivamente o vício, diminuindo, assim, a presença no cigarro no mundo.

Valores:

  • Ética
  • Liberdade
  • Verdade
  • Consciência
  • Saúde
  • Evolução
  • Espiritualidade
  • Humanidade
  • Conhecimento
  • Mudança
  • Vitória

Minha história:

Comecei a fumar aos 12 anos de idade, e como todo mundo também tinha meus motivos: achava chique uma mulher fumando, pensava que dava um ar adulto, mostrava independência, fazia eu me sentir alguém que sabia o que queria. E, como todo iniciante, não pensava em me tornar uma viciada, muito menos por toda minha vida. Eu só queria descobrir o que o cigarro tinha de bom, já que muitas pessoas que eu amava ou admirava fumavam. Queria ser como elas.

Lembro-me de minha primeira vez como se fosse hoje. Estávamos minha irmã mais velha e eu sentadas na beira da cama de minha mãe, na frente de uma cômoda com um espelho grande. Nós duas nem sabíamos segurar o cigarro direito. Mas como sempre fui uma criança metida a valente, falei para minha irmã: “Nós vamos aprender, é só puxar a fumaça”. Seria muito interessante se tivéssemos filmado esse momento para o futuro, porque nossa sincronia era tal que puxamos juntas a fumaça (cada uma com o seu cigarro) e juntas caímos para trás. Nossa sorte foi que, como estávamos sentadas, caímos na própria cama.

Minha cabeça girava, senti náusea, tive tosse, fiquei ali deitada acho que por alguns segundos, não sei. Só sei que, ainda um pouco tonta, sentei-me e falei para minha irmã se sentar. Olhei para ela, para o espelho e falei: “Vamos de novo, acho que a gente tragou muito forte. Nós vamos conseguir.” E assim foi minha primeira tragada.

Em 1997, o desejo de parar de fumar foi crescendo cada vez mais, mas eu me sentia uma fracassada por não conseguir. Eu queria parar, mas não sabia como. Não aguentava mais o cheiro ruim do cigarro que ficava na minha casa, nas minhas roupas, na minha pele. Não aguentava minha dependência. Eu fumava perto das crianças de colo, de pessoas idosas, perto de quem eu amava, eu não respeitava ninguém. Aliás, eu não respeitava nem a mim mesma, fumava mesmo com gripe, mesmo doente.

Quando soube que havia os fumantes passivos, que a fumaça do meu cigarro os prejudicava, eu me senti muito mal. Fiquei triste e me senti culpada, mas, mesmo assim, não conseguia parar de fumar.

Um dia pensei que havia descoberto um jeito. Imaginei que se eu fosse para um hotel fazenda bem afastado onde não tivesse a menor possibilidade de eu sair e comprar cigarro, e se me trancassem no quarto por 30 dias e ninguém me deixasse fumar, acontecesse o que acontecesse, conseguiria largar o vício. E por muito tempo desejei que isso acontecesse.

O tempo foi passando e não dava para me afastar e ir para esse hotel. Mas nunca perdi a esperança. Então um dia tive uma conversa muito séria comigo mesma, e pensei: “Sou psicóloga, acredito na capacidade do ser humano de fazer mudanças, acredito que, quando uma pessoa quer mudar algo, já é um bom início”. E comecei a me questionar: o que eu preciso compreender? O que preciso modificar? O que preciso fazer para conseguir parar de fumar?

Parei no Carnaval de 1999, após 21 anos fumando e inúmeras tentativas de largar o vício (que nunca passaram de três horas). Meu grau de dependência, tanto física como psicológica, era muito grande.

Anos depois, começava mais uma etapa, o desejo de ajudar outras pessoas a também pararem de fumar. Foi quando montei o programa Vencendo o Tabagismo. Um treinamento para abandonar definitivamente o cigarro. Além de minha experiência pessoal, reuni conhecimentos da Terapia Cognitivo Comportamental, linha terapêutica que sigo em meu consultório, e da Programação Neurolinguística, minha outra especialidade.

Dezenas de pessoas já se beneficiaram, descobrindo que não precisam do cigarro para ter saúde, bem-estar, segurança ou boa autoestima. Ao contrário, elas perceberam que, assim que abandonaram o vício, conseguiram cada vez mais conquistar esses atributos. Nada mais estimulante na vida do que vencer um obstáculo e dominar uma dificuldade. Que tal entrar para esse time de vencedores?