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O que você sabe sobre o impacto do tabagismo no meio ambiente?
Por Tânia Souza
É natural que, ao falarmos sobre os malefícios do cigarro, as pessoas imediatamente pensem nos danos que o tabaco causa à saúde dos fumantes e das pessoas que aspiram passivamente a fumaça produzida por eles. É evidente que esses são, sim, prejuízos terríveis e bastante preocupantes. Mas, em se tratando do tabagismo, infelizmente, os problemas não param por aí. É preciso considerar também os estragos que o tabaco causa ao meio ambiente, não só por quem fuma, mas também por quem produz a planta.
Segundo o biólogo Wanderley Bastos, especialista em biofísica ambiental da Universidade Federal de Rondônia (Unir), das cerca de cinco mil substâncias tóxicas que o cigarro contém, as que mais fazem mal à natureza são a amônia, o benzopireno, o monóxido e dióxido de carbono. A fumaça de cada cigarro, por exemplo, emite de 3 a 6% de monóxido de carbono, poluindo o ar. Já as bitucas de cigarro acesas que são jogadas nas beiras de estradas pelos motoristas são responsáveis por 25% dos incêndios florestais. Isso sem contar que parte desse material é inorgânica e pode levar até cinco anos para se decompor.
Quando se trata da monocultura do tabaco, os malefícios são bastante alarmantes. Seu plantio empobrece o solo, promove o desmatamento de vastas áreas verdes, destruindo a fauna e a flora. E mais: a cultura do tabaco se utiliza de grande quantidade de agrotóxicos, que poluem as águas e o solo e causam muitos problemas de saúde às famílias dos agricultores, bem como às pessoas que vivem no entorno das plantações. E, para completar, para aquecer os fornos usados para secar as folhas de fumo e preparar o papel que envolve o cigarro, os produtores utilizam madeira, sem se preocupar com a sustentabilidade.
Fumar, de acordo com Bastos, também contribui para o aquecimento global, uma vez que os fertilizantes nitrogenados usados na cultura do tabaco produzem um gás 300 vezes mais potente que o dióxido de carbono na retenção de calor.
E, no final das contas, cada família que trabalha na monocultura do fumo ganha, em média, apenas R$ 2.500 anuais, segundo uma pesquisa realizada em 1999 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Já a indústria tabageira lucrou, no mesmo período, 900 milhões de dólares com a exportação deste produto.
A pergunta que eu faço a você, que está lendo este artigo, é: vale a pena continuar fumando e financiando o lucro dessas empresas, a destruição do planeta e destruindo sua saúde? Pense sobre isso! O Vencendo o Tabagismo está aqui para ajudar a todos os que querem ter uma vida mais feliz e saudável.
*Psicóloga especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental. Palestrante, psicoterapeuta de adultos e adolescentes. Coach formada pelo IBC. Criadora do programa Vencendo o Tabagismo.
Mais informações: www.vencendootabagismo.com.br
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